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Expectativa de boa safra derruba preços do café em Minas Gerais

A safra cafeeira em Minas Gerais segue em fase de colheita, mas em ritmo mais lento do que o registrado no ano passado. Segundo o Informativo de Mercado do Café nº 36, elaborado pelo Sistema Faemg Senar, episódios pontuais de chuva têm desacelerado os trabalhos no campo. Além disso, relatos iniciais apontam rendimento abaixo do esperado, em função da menor presença de grãos de peneiras maiores, embora ainda seja cedo para confirmar o resultado médio da safra estadual.

Apesar desse cenário, a percepção do mercado é de que a produção mineira deverá apresentar bom rendimento, o que tem contribuído para a retração dos preços. A expectativa de maior oferta no mercado ajudou a pressionar as cotações, mesmo sem quedas mais acentuadas.

Mercado futuro registra recuo

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York apresentaram comportamento de baixa ao longo de maio. O contrato com vencimento em julho de 2026 fechou o período com média de US$2,75 por libra-peso, equivalente a R$1.815,80 por saca, representando redução de 7% em relação ao mês anterior.

De acordo com a análise do Sistema Faemg Senar, o movimento reflete a entrada da safra brasileira no mercado e a transição de um cenário de escassez para uma perspectiva de normalização da oferta. Ainda assim, especialistas destacam que fatores climáticos continuam sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Regiões produtoras registram diferentes comportamentos

No mercado físico, o indicador Cepea para café arábica tipo 6 registrou queda de 11,6%, com média mensal de R$1.653,47 por saca.

Entre as regiões cafeeiras mineiras, a Chapada de Minas apresentou a maior retração, de 14,5%, encerrando o período com média de R$1.413,33 por saca. As Montanhas de Minas registraram valor semelhante, de R$1.413,33 por saca, com recuo de 8%.

Já o Sul de Minas manteve a liderança nos preços, com média de R$1.711,41 por saca, seguido pelo Cerrado Mineiro, com R$1.696,65 por saca. Nessas regiões, onde a colheita está menos avançada, as cotações permaneceram mais estáveis.

Segundo o levantamento, nas áreas em que a colheita já avançou de forma mais significativa, como Chapada e Montanhas de Minas, os preços refletiram mais rapidamente a maior entrada de café no mercado.

Clima favorece a qualidade da safra

As perspectivas climáticas para as próximas semanas são positivas para os cafeicultores. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média histórica nas principais regiões produtoras de Minas Gerais, condição que tende a favorecer a colheita e a secagem dos grãos.

As temperaturas também devem permanecer acima da média, com desvios de até 1,5°C. No momento, os modelos meteorológicos não indicam risco significativo de geadas nas áreas cafeeiras, fator que contribui para a preservação da qualidade da bebida e para o andamento dos trabalhos no campo.

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