Polícia

Operação DeepSWAP combate fraudes eletrônicas e bloqueia R$ 2 milhões

Por ASCOM-PCMG 18/06/2026  11h45

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), a primeira fase da operação DeepSWAP, que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos obtidos por meio de golpes aplicados em diferentes regiões do país.

A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás. Outros quatro investigados tiveram a prisão preventiva decretada e são considerados foragidos. Um deles está em Portugal, e a Polícia Civil requereu medidas para inclusão do nome do investigado na Difusão Vermelha da Interpol.

Além das medidas cautelares pessoais, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que se aproxima de R$ 2 milhões. Até o momento, as investigações identificaram patrimônio estimado em cerca de R$ 1 milhão, composto por imóveis e veículos vinculados aos investigados.

Investigações

As apurações são conduzidas pela equipe de repressão a fraudes da Delegacia Regional em Frutal, no Triângulo Mineiro, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás.

O trabalho teve início após o registro de uma ocorrência envolvendo um defensor público vítima de fraude eletrônica na modalidade conhecida como “SIM Swap”. Nesse tipo de golpe, os criminosos transferem indevidamente a linha telefônica da vítima para outro chip, obtendo acesso a aplicativos de mensagens, contas bancárias e mecanismos de recuperação de senhas.

No caso investigado, os criminosos assumiram o controle da linha telefônica da vítima, acessaram aplicativos financeiros e realizaram movimentações e compras não autorizadas, causando prejuízo estimado em R$ 70 mil.

Conforme explicou o delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior, responsável pelo inquérito policial, o aprofundamento das investigações revelou que o episódio fazia parte de um esquema mais amplo. “A partir da análise de dados financeiros, registros telemáticos e elementos de inteligência policial, os investigadores identificaram uma organização criminosa voltada à prática recorrente de fraudes eletrônicas contra vítimas de diferentes estados”, disse.

Estrutura do grupo

Ainda segundo Garcia, os investigados utilizavam técnicas de clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas digitais e falsas promessas de investimentos para obter acesso a recursos financeiros das vítimas.

“As investigações identificaram vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso, além de indícios da existência de outros casos ainda em fase de apuração. Até o momento, foram mapeadas 226 contas bancárias e aproximadamente 250 chaves Pix controladas pelo grupo criminoso”, revelou o delegado, adiantando que os dados levantados apontam uma estrutura organizada para recebimento, pulverização e ocultação de valores obtidos por meio das fraudes.

Também foi autorizada judicialmente a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que deverá auxiliar na identificação de novos envolvidos e de ativos financeiros ainda não localizados.

Prejuízos

A Polícia Civil estima que os prejuízos provocados pela organização criminosa ultrapassem R$ 2 milhões. O valor poderá ser revisto com o avanço das análises financeiras e das informações obtidas a partir das medidas cautelares em execução.

As investigações prosseguem para identificação de novas vítimas, localização dos investigados foragidos e aprofundamento das apurações relacionadas à lavagem de dinheiro e à estrutura patrimonial do grupo.

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