Justiça

Justiça decreta prisão preventiva de suspeito de agredir ex em Santa Luzia



Homem roubou o carro da mulher para fugir e foi preso em BH
 A decisão é da juíza da Secretaria de Audiências de Custódia de Belo Horizonte, Rafaela Kehrig Silvestre (Crédito: Marcelo Almeida / TJMG)
A juíza da Secretaria de Audiências de Custódia de Belo Horizonte, Rafaela Kehrig Silvestre, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Jean Carlos Andrade da Silva, de 31 anos, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira na madrugada de domingo (14/6), na Região Metropolitana de BH. Câmeras de segurança filmaram as agressões. O suspeito ainda roubou o carro da vítima para fugir.

 Na decisão desta terça-feira (16/6), a magistrada rejeitou os pedidos da defesa para relaxamento da prisão e para transferência da audiência de custódia para a Comarca de Santa Luzia, local do crime. Segundo a juíza, a audiência de custódia deve ser realizada na comarca onde o autuado foi preso em flagrante.

 Agressões
 A vítima relatou histórico de violência no relacionamento, que durou sete anos e meio e terminou havia três meses. No dia do crime, voltava de um show em Pedro Leopoldo quando encontrou o ex-companheiro pulando o muro da residência.

 Assim que desceu do carro, a vítima foi agredida com tapas, socos e chutes, além de insultada com palavras ofensivas. O suspeito ainda fugiu utilizando o carro da vítima, que foi encaminhada para atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro São Benedito.

 A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) iniciou as buscas pelo agressor e recebeu informações de que ele estaria escondido na casa do irmão, no bairro Cinquentenário, em Belo Horizonte. No endereço indicado, o investigado foi preso.

 Contexto
 Ao analisar o caso, a juíza Rafaela Kehrig destacou que há indícios consistentes de autoria e materialidade dos crimes de lesão corporal qualificada pela violência doméstica, ameaça e roubo. Embora o suspeito não tenha passagens pela polícia, a magistrada considerou que a gravidade dos fatos e o contexto de violência doméstica justificam a manutenção da prisão.

 A magistrada ressaltou que os relatos apontam para uma situação de violência reiterada, com histórico de agressões e aumento do risco à vítima. Também citou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), defendendo a adoção de medidas eficazes para interromper possíveis ciclos de violência.

 O processo tramita sob o número 5060523-70.2026.8.13.0024.

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