Geral

Inadimplência de aluguel em Minas Gerais registra queda em maio, aponta Índice Superlógica

  • Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
  • Índice de inadimplência de aluguel em Minas Gerais ficou em 2,78%, ante 2,88% no mês anterior
  • A região Sudeste volta a subir, após dois meses em queda, e registra taxa de inadimplência de 3,15% no período
  • Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – voltam a subir e continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor
  • Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes

Julho de 2026 – A inadimplência de aluguel em Minas Gerais manteve trajetória de queda e fechou maio em 2,78%, o menor índice desde janeiro, após marcar 2,88% em abril. Na comparação ano a ano, a taxa se mostra bem próxima à do mesmo período de 2025 (2,74%), com alta de apenas 0,04 ponto percentual. O indicador ainda ficou abaixo da média nacional, que foi de 3,22%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Para Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, a relativa estabilidade na comparação anual é o destaque de Minas Gerais. “Além da queda consecutiva em maio, chama atenção a estabilidade do indicador mineiro na comparação com 2025, mesmo em um ambiente econômico desafiador. Isso mostra um comportamento mais previsível do mercado local, mas não elimina os riscos: enquanto renda real e mercado de trabalho não derem sinais consistentes de melhora, oscilações de curto prazo precisam ser lidas com cautela”, afirma.

No recorte por regiões, o Nordeste continua liderando o ranking de inadimplência do país, com uma taxa de 5,39% – alta de 0,41 ponto percentual ante abril (4,98%). Em seguida aparece o Norte, com 4,38%, variação de apenas 0,01 ponto percentual sobre os 4,37% do mês anterior. Na sequência vêm Sudeste (3,15%, após marcar 2,94% em abril) e Centro-Oeste (2,85%, redução de 0,12 p.p. em relação ao mês anterior), que inverteram suas posições pela primeira vez desde novembro de 2025. Por fim, o Sul se mantém com a menor taxa do país, 2,67%, apesar do leve aumento de 0,02 ponto percentual frente ao último registro (2,65%).

Por tipo de imóvel, a região Sudeste registrou aumento em todas as categorias em maio. Os comerciais seguem à frente, com 4,16%, alta de 0,24 ponto percentual em relação a abril (3,92%); as casas foram de 3,20% em abril para 3,62% em maio, e aparecem em segundo lugar; e, por último, os apartamentos, que voltaram à mesma taxa de março, 2,27%, aumento de 0,27 p.p. ante os 2% do mês anterior.

No âmbito nacional, entre a base nacional analisada por faixa de valor, quase todas as faixas registraram aumento, mas os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam liderando. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 6,31% contra 5,56% no mês anterior. Nos comerciais, fechou o período em 7,60%, ante 7% em abril. A única que demonstrou queda foi a de locações comerciais de R$ 8.000 a R$ 13.000, que reduziu de 4,15% para 3,99% (redução de 0,16 p.p.). As faixas com inadimplência mais baixa foram residenciais e comerciais entre R$ 2.000 e R$ 3.000, com 1,91% e 3,52%, respectivamente.

Os aluguéis acima de R$ 13.000 também tiveram um aumento considerável, especialmente os residenciais, que subiram 1,64 ponto percentual e alcançaram 6,16% de inadimplência em maio, frente aos 4,52% de abril. Entre os comerciais, a alta foi de 0,47 p.p., fechando o período com taxa de 4,90% contra 4,43% do mês anterior.

“Os contratos de maior valor seguem preocupando as imobiliárias e administradoras pelo impacto financeiro que representam. Quem aluga um imóvel acima de R$ 13.000, geralmente, tem renda familiar acima de R$ 40.000, três vezes o valor do aluguel, dentro da margem de segurança padrão. Mas esse perfil é, em grande parte, composto por empreendedores, comerciantes e empresários. E o empresário brasileiro está sob pressão real: carga tributária crescente, menor giro da economia, crédito mais caro”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram aumento em maio. A maior variação foi verificada nas casas, que subiram de 3,31% em abril para 3,69% em maio. A inadimplência dos apartamentos ficou em 2,35%, ante 2,11% em abril; e a dos imóveis comerciais foi de 4,21% para 4,39%.

Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:

Sobre o Índice Superlógica

Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica é um levantamento mensal de dados exclusivos e internos que apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.

Esta edição do estudo contou com dados de mais de 800 mil clientes locatários em todo o Brasil, sendo considerados inadimplentes aqueles que possuem boletos que estão há mais de 60 dias sem pagamento ou que foram pagos com atraso de mais de 60 dias. Todos os dados são anonimizados, não sendo passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente.

Sobre o Grupo Superlógica

Líder em soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário, a Superlógica detém 50% do mercado endereçável no segmento condominial no país e oferece um vasto portfólio de produtos, incluindo softwares de gestão, relacionamento e de controles de acesso, além de serviços financeiros como crédito, pagamentos e conta digital. A Superlógica possui mais de mil funcionários e transaciona mais de 35 bilhões de reais em seu sistema. A empresa realizou 8 aquisições nos últimos anos e já recebeu 450 milhões de reais em aportes para expansão de seus produtos e serviços. O investimento foi liderado pelo fundo norte-americano de private equity Warburg Pincus. 

Visualizar todas as imagens em alta resolução