SPIC Brasil expandirá a UHE São Simão em 310 MW via Leilão de Reserva de Capacidade, com mais de R$ 1 bilhão em investimentos
Com adição de 310 MW ao sistema elétrico e contrato de 15 anos, projeto de ampliação da hidrelétrica consolida a empresa como uma das principais geradoras renováveis do país

Inaugurada em 1978, a Usina Hidrelétrica São Simão está localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás, entre os municípios de Santa Vitória (MG) e São Simão (GO).
18 de março de 2026 – A SPIC Brasil, uma das maiores empresas de geração de energia do país, sagrou-se hoje uma das vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026. A companhia implementará um projeto de expansão da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, localizada na divisa de Minas Gerais e Goiás, adicionando uma nova unidade geradora (UG7) com 310 megawatts (MW) de potência instalada. Atualmente, a usina possui capacidade de 1.710 MW de potência instalada, o suficiente para abastecer cerca de 6 milhões de residências.
O projeto representa um investimento de mais de R$ 1 bilhão e reforça o papel estratégico da fonte hidrelétrica para a segurança elétrica, modicidade tarifária, sustentabilidade ambiental e resiliência do Sistema Interligado Nacional (SIN). A nova unidade geradora, cujo espaço já foi previsto na ocasião da construção da UHE, se somará às seis existentes para fornecer energia firme e renovável, essencial para garantir a confiabilidade no suprimento em um cenário de crescente expansão de fontes intermitentes.
O contrato de reserva de capacidade é de 15 anos, com início de suprimento previsto para 2030. Para a nova unidade geradora, estão sendo avaliadas diversas alternativas de financiamento, incluindo a emissão de debêntures incentivadas, captações no mercado externo e outras fontes privadas, mantendo-se um nível de alavancagem compatível com padrões de projetos de infraestrutura.
“Este resultado é o reconhecimento de um projeto extremamente competitivo e alinhado às necessidades do país. Estamos investindo para ampliar e otimizar uma infraestrutura já existente, contribuindo para o sistema elétrico a um custo-benefício atrativo para a sociedade”, afirma Adriana Waltrick, CEO da SPIC Brasil. “A sinergia com o projeto de modernização da usina também foi decisiva, ao permitir ganhos de eficiência e de custos.”
Outro destaque do projeto é o seu baixíssimo impacto ambiental. Como se trata da instalação de uma unidade geradora adicional na estrutura da barragem já construída, não exige ampliação do reservatório nem inundação de novas áreas. As intervenções necessárias ocorrerão em uma área equivalente a um campo de futebol, que será integralmente recuperada.
O início do projeto da nova unidade geradora na UHE São Simão tem início previsto ainda para 2026 e deverá gerar empregos diretos e indiretos durante a fase de obras, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico na região.
Sinergias com processo de modernização
A viabilização da Unidade Geradora (UG) 7 está diretamente ligada ao amplo processo de modernização da UHE São Simão, iniciado pela SPIC Brasil em 2019, com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão ao longo de dez anos.
O programa, uma das mais robustas atualizações de ativos do setor elétrico brasileiro, envolve a renovação de sistemas, equipamentos e unidades geradoras da usina, aumentando sua eficiência, confiabilidade e estendendo sua vida útil.
A integração da UG7 ao cronograma de modernização já em curso gera ganhos de escala significativos. O projeto se beneficiará de infraestruturas-chave já modernizadas, como as pontes rolantes da casa de força, e terá seus sistemas de controle integrados à plataforma já digitalizada da usina, resultando em um ativo ainda mais flexível e eficiente para o sistema elétrico nacional.
Sobre a UHE São Simão
Inaugurada em 1978, a Usina Hidrelétrica São Simão está localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás, entre os municípios de Santa Vitória (MG) e São Simão (GO).
Seu lago é capaz de armazenar 2,54% do volume represável pelos reservatórios do Sistema Sudeste/Centro-Oeste, o que representa 6,7% do armazenamento de água do subsistema do rio Paranaíba. A área máxima inundada pelo reservatório é de 722 km². Sua barragem estende-se por 3.500 metros de comprimento e tem altura máxima de 127 metros.
Em setembro de 2017, a concessão da usina foi adquirida em leilão e seus atuais acionistas são: SPIC Brasil, Zhejiang Energy International, ZLCFB-Hong Kong International Investment Cooperation e CPD Energy Investment Co. A operação sob o novo grupo controlador teve início em maio de 2018, e contempla o plano de modernização de sua infraestrutura.
Sobre a SPIC Brasil
A SPIC Brasil investe na geração de energia segura com foco em renováveis e respeito pelas comunidades onde atua, contribuindo para a transição energética e potencializando a energia do país. Com 5,6 GW em ativos no Brasil (considerando a capacidade instalada total de cada um), opera a Usina Hidrelétrica São Simão, na divisa entre Minas Gerais e Goiás; os parques eólicos Millennium e Vale dos Ventos, na Paraíba; e detém participação de 70% nos Complexos Solares Marangatu (PI), Panati (CE) e Luiz Gonzaga (PE). Além disso, a companhia está construindo os complexos eólicos Paraíso Farol e Pedra de Amolar em Touros (RN), e é acionista do maior complexo de gás natural da América Latina, GNA (Gás Natural Açu), em São João da Barra (RJ). Para mais informações, consulte no site o Relatório Anual de Sustentabilidade da SPIC Brasil. A empresa faz parte do Grupo SPIC, presente em 47 países, com mais de 120 mil funcionários, 276 GW de capacidade instalada e investimento constante em renováveis, sendo a maior geradora de energia solar e a segunda maior de energia eólica no mundo.

