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Perita ressalta limitações no laudo de Juliana Marins

Perita ressalta limitações no laudo de Juliana Marins

“Não há como determinar com exatidão o estado clínico e neurológico de Juliana logo após a queda”

O Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro divulgou os resultados da nova autópsia realizada em Juliana Marins na semana passada. A jovem brasileira, faleceu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, após sofrer uma queda do segundo vulcão mais alto do país. Perita comenta sobre os resultados dos dois laudos divulgados.

De acordo com informações divulgadas, os resultados confirmam que a causa da morte foi politraumatismo provocado pela queda, o que resultou em múltiplas fraturas e hemorragia interna maciça. Não foram encontrados indícios de hipotermia ou intoxicação por substâncias.

A autópsia realizada na Indonésia havia estimado que Juliana teria sobrevivido por até 20 minutos após os ferimentos, sugerindo a possibilidade de múltiplas quedas. No entanto, o laudo brasileiro reduziu essa estimativa para 10 a 15 minutos e incluiu a descrição de um “período agonal”, termo técnico que indica sofrimento físico e psíquico intenso anterior à morte.

médica Caroline Daitx, especialista em medicina legal e perícia médica, diz que “ambas as estimativas de tempo devem ser interpretadas com cautela, pois não há como determinar com exatidão o estado clínico e neurológico de Juliana logo após a queda. Se ela já apresentava alterações de consciência ou trauma cerebral grave, o tempo efetivo de sobrevida pode ter sido ainda menor”, explica. 

O laudo brasileiro também não conseguiu confirmar nem descartar a hipótese de uma segunda queda, devido à limitação provocada pelo estado do corpo, que foi congelado após o exame inicial na Indonésia. “Essas diferenças refletem não contradições entre os laudos, mas os limites naturais da medicina legal diante de variáveis não observáveis no momento do óbito”, ressalta a perita.

Fonte: Caroline Daitxmédica especialista em medicina legal e perícia médica. Possui residência em Medicina Legal e Perícia Médica pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como médica concursada na Polícia Científica do Paraná e foi diretora científica da Associação dos Médicos Legistas do Paraná. Pós-graduada em gestão da qualidade e segurança do paciente. Atua como médica perita particular e promove cursos para médicos sobre medicina legal e perícia médica. Autora do livro “Alma da Perícia”.

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Imagem da capa/Reprodução das Redes Sociais

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