Para 56% dos brasileiros, igualdade de gênero depende de mulheres em posições de liderança, revela pesquisa Ipsos
Maioria dos entrevistados também acredita que as coisas ficariam melhores com mais mulheres em cargos de responsabilidade
Estudo Global da Ipsos realizado para o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, revela que 56% dos entrevistados brasileiros acreditam que as mulheres não alcançarão a igualdade com os homens a menos que haja mais mulheres líderes nos negócios e no governo. O número é maior entre as respondentes mulheres (60%), enquanto 52% dos homens no país concordam com a afirmação. Na média de 29 países pesquisados, mais da metade das pessoas (54%) acredita que a igualdade depende da participação feminina em cargos de poder.
A igualdade de gênero é uma questão importante para 67% dos brasileiros (72% das mulheres brasileiras), assim como para 68% na média entre os entrevistados no mundo. Por outro lado, o Brasil assume a liderança dos países que acreditam que a figura masculina está sendo sobrecarregada com a responsabilidade de promover a igualdade (70%, frente a 46% em 2019). Na média global, as opiniões se divididem: 46% dos respondentes concordam que “espera-se que os homens façam muito para apoiar a igualdade” e 43% discordam. Os homens (54%) são mais propensos do que as mulheres (36%) a concordar com essa afirmação.
A pesquisa mostra também que 64% dos brasileiros acreditam que as coisas funcionariam melhor se mais mulheres tivessem cargos de responsabilidade em em empresas e governo. Na média global, três em cada cinco pessoas (60%) concordam com a afirmação, sendo as mulheres da Geração Z são as que mais apoiam a ideia (69%), seguidas pelos homens da geração Baby Boomers (54%).
Quem se beneficia, quem perde
Para os respondentes do Brasil, os homens são os que mais se beneficiam quando as mulheres se mantêm nos papéis femininos tradicionais (32%). Na média global, 29% acreditam na afirmação e 17% acreditam que os homens se beneficiam mais quando as mulheres não estão nessa posição. Mais de um terço (35%) diz que não há impacto para os homens se as mulheres mantêm ou não esses papéis.
Os brasileiros também acreditam que homens têm mais opções quanto aos tipos de emprego que podem ter (43%). Na média dos 29 países, os entrevistados foram quatro vezes mais propensos a concordar com a afirmação (39%) do que dizer que as mulheres têm mais opções nessa área (10%). Essa disparidade é maior na França (+49 pontos percentuais), no Japão (+41 pontos percentuais), na Bélgica (+41 pontos percentuais) e na Itália (+40 pontos percentuais).
Em relação a namoro e relacionamento, metade dos brasileiros (41%) acham que homens e mulheres têm a mesma quantidade de opções, 24% que os homens têm mais opções e 19% que as mulheres possuem mais opções de relacionamento (na média global, 50%, 14% e 22%, respectivamente).
Papéis de gênero
A pesquisa também avaliou a opinião dos entrevistados sobre expectativas e normas sociais associadas ao comportamento de homens e mulheres. Quando o assunto é liberdade sexual, por exemplo, os dados mostram que a maior parte dos brasileiros discordam da afimação de que uma mulher nunca deve iniciar o sexo (53%). Cerca de três em cada cinco pessoas em todos os países pesquisados (58%) discordam da afirmação, enquanto cerca de uma em cada dez (12%) concorda. A concordância é maior na Malásia, Tailândia e Indonésia, enquanto a discordância atinge o pico na Holanda, Suécia, Canadá e Hungria.
Metodologia
A pesquisa foi realizada em 29 países, por meio de sua plataforma online Global Advisor e, na Índia, por meio de sua plataforma IndiaBus, entre quarta-feira, 24 de dezembro de 2025 e sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. A Ipsos entrevistou um total de 23.268 adultos com 18 anos ou mais na Índia, de 18 a 74 anos no Canadá, República da Irlanda, Malásia, África do Sul, Turquia e Estados Unidos, de 20 a 74 anos na Tailândia, de 21 a 74 anos na Indonésia e Singapura, e de 16 a 74 anos em todos os outros países.
No Brasil, a amostra consiste em aproximadamente 1.000 indivíduos. Os dados são ponderados para que a composição da amostra de cada país reflita melhor o perfil demográfico da população adulta, de acordo com os dados do censo mais recente.
A precisão das pesquisas on-line da Ipsos é calculada usando um intervalo de credibilidade, sendo que uma pesquisa com N=1.000 tem uma margem de erro de +/- 3,5 pontos percentuais e uma pesquisa com N=500 tem uma margem de erro de +/- 5,0 pontos percentuais. Para mais informações sobre o uso de intervalos de credibilidade pela Ipsos, visite o site da Ipsos.
Sobre a Ipsos
A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 6.000 clientes e 20.000 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo.

