Terapeuta é preso por suspeita de abusar sexualmente de paciente em Corinto
Por ASCOM-PCMG 11/06/2026 17h25
Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que apurou denúncia de crimes sexuais cometidos por um homem de 48 anos, autodenominado terapeuta, contra uma paciente de 34 anos, em Corinto, região Central do estado.
O investigado foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. A pedido da PCMG, a Justiça decretou a prisão preventiva dele, cumprida pela Polícia Militar (PMMG) nesta quinta-feira (11/6).
Abusos
As investigações tiveram início após a vítima procurar a delegacia e relatar abusos ocorridos durante atendimentos terapêuticos realizados nos dias 9 e 17 de abril deste ano.
Segundo apurado, a mulher buscou acompanhamento em razão de quadros de ansiedade e depressão. Nas primeiras sessões, o investigado limitava-se a conversas e exercícios relacionados com memória. No decorrer do atendimento, porém, passou a realizar contatos físicos que, conforme a investigação, não haviam sido previamente informados como parte do tratamento.
Os levantamentos indicam que, durante uma sessão realizada em 9 de abril, o suspeito teria praticado atos de cunho sexual sem o consentimento da paciente.
Gravação
Já no encontro ocorrido em 17 de abril, a vítima decidiu gravar o atendimento com o telefone celular. Posteriormente, ao analisar o conteúdo registrado, identificou atos libidinosos praticados pelo investigado enquanto ela se encontrava sem condições de oferecer resistência.
Durante o interrogatório, o homem confirmou a realização das massagens e alegou que os contatos foram consentidos. As apurações, contudo, reuniram elementos que sustentaram o indiciamento pelos crimes investigados.
Conforme apurado pela PCMG, o investigado teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida durante o tratamento e da condição emocional da paciente para praticar os abusos.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. Após o cumprimento da ordem de prisão, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional.

