Saúde

II Fórum Nacional de Fibromialgia terá programação gratuita durante o Maio Roxo

ASSOCIAÇÃO FIBROMIÁLGICAS(OS)

Realizado pela Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil, evento on-line vai reunir especialistas do Brasil e de Portugal, lideranças de associações e pacientes para debater tratamento, diagnóstico, saúde mental e direitos das pessoas com fibromialgia

A Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil realiza, entre os dias 9 e 30 de maio, o II Fórum Nacional de Fibromialgia. Gratuito e on-line, o evento terá debates sobre ciência e inovação, dor e fadiga, cannabis medicinal, saúde mental e integrativa, políticas públicas e boas práticas na gestão de organizações sociais voltadas à causa. 

O Fórum tem apoio da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), Universidade de Coimbra, Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Solve M.E., organização internacional voltada à pesquisa e ao advocacy sobre Síndrome da Fadiga Crônica, Encefalomielite Miálgica,  pós-Covid e doenças crônicas complexas, além de outras instituições como o My Fibromyalgia – Instituto de Fibromialgia em Portugal.  

A programação acontece durante o Maio Roxo, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da fibromialgia, que tem como marco o dia 12 de maio, Dia de Conscientização da Fibromialgia. A data busca ampliar a visibilidade sobre uma síndrome crônica ainda marcada por desconhecimento, estigma e desafios no acesso ao cuidado. Segundo a SBR, a fibromialgia atinge cerca de 3% da população brasileira, majoritariamente mulheres, é caracterizada por dor generalizada, especialmente na musculatura, e pode estar associada a fadiga, sono não reparador, alterações de memória e atenção, ansiedade e depressão. O Fórum propõe aproximar pacientes, lideranças, profissionais de saúde e pesquisadores para discutir caminhos de atenção, tratamento, direitos e qualidade de vida. 

“Quando falamos de fibromialgia, ainda estamos falando de uma condição cercada por desconhecimento, preconceito e solidão. Muitas pessoas passam anos buscando diagnóstico, sem encontrar acolhimento ou informação suficiente para entender o que está acontecendo com o próprio corpo. O Fórum nasce para aproximar pacientes, lideranças, profissionais de saúde e pesquisadores, criando um espaço de troca qualificada sobre tratamento, direitos, saúde mental e qualidade de vida. Queremos que o Maio Roxo seja também um momento de escuta e construção coletiva, para que a dor das pessoas com fibromialgia seja reconhecida e cuidada com seriedade”, afirma Daya Silva, fundadora da Associação. 

Atividades voltadas para médicos e pacientes reunirão pesquisadores do Brasil e de Portugal

A abertura será no dia 9 de maio, às 9h, com o Seminário Médico Fibromialgia: diagnóstico, pesquisas recentes e as novas diretrizes para tratamento. Voltado especialmente a reumatologistas, clínicos gerais, médicos de família e demais especialidades, o encontro terá a participação dos médicos Dr.José Eduardo Martinez, da SBR;  Dr.José Pereira da Silva, da Universidade de Coimbra; e Dr.Eduardo Paiva, também da SBR e idealizador do Ambulatório de Fibromialgia em Curitiba. No mesmo dia, a partir das 11h15, o painel Fibromialgia – além do diagnóstico: ciência, vivência e caminhos reais propõe um mergulho completo na condição, ainda invisível para muitas pessoas. A atividade será voltada a pessoas com fibromialgia e convidados, e terá palestra com o convidado José Pereira da Silva.

A programação segue no dia 12 de maio, Dia de Conscientização da Fibromialgia, com mesas redondas sobre dor, fadiga, exercício físico e saúde mental. Entre os temas previstos estão Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício: trajetória, pesquisas, impacto social e contribuições para a fibromialgia e o exercício físicoExercício físico e saúde mental na fibromialgia: evidências e perspectivas atuais sobre o treinamento resistido; e Características clínicas, psicológicas e da prática de exercício físico de pacientes fibromiálgicos: uma pesquisa epidemiológica desenvolvida pelo Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício UDESC/CEFID.

Cannabis medicinal, saúde mental e políticas públicas estão entre os temas

No dia 14 de maio, às 16h, o Fórum terá o painel Novas fronteiras do alívio: cannabis e terapias inovadoras, com discussão sobre ciência, acesso legal e alternativas terapêuticas que têm mudado o debate sobre dor crônica. A mesa terá participação de Flavia Rigou, professora da UNESC; Raphael Mariano Bittencourt, professor da UNISUL; Denise Tamer, jornalista especializada em cannabis; e Ubiracir Fernandes Lima Filho, mestre em química de produtos naturais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em vigilância sanitária  pela Fiocruz.

A saúde mental também terá espaço na programação. No dia 18 de maio, às 19h, o painel Quando a dor não é só física: saúde mental na Fibromialgia discutirá os impactos emocionais da condição, com participação de Geison Marques, psicólogo do Ambulatório de Atenção à Saúde da Pessoa com Fibromialgia (Amasf) da UNESC, e participação de Kálita Silveira Nunes, bacharel em fisioterapia no Amasf da  UNESC.

No eixo de políticas públicas, o Fórum terá um painel para discutir o que mudou, o que falta e como avançar na regulamentação da Lei Federal nº 15.176/2025 para garantir acesso ao tratamento adequado e cuidado com pacientes. A data será confirmada em breve. 

No dia 25 de maio, às 15h, o painel Experiências que estão transformando vidas apresentará práticas desenvolvidas por lideranças e organizações da sociedade civil que atuam com fibromialgia em diferentes territórios. A proposta é compartilhar iniciativas que possam inspirar outras associações, fortalecer a atuação em rede e qualificar o cuidado e a defesa de direitos das pessoas com fibromialgia. Participam Giseli Cunha, presidente da Associação Girassóis Fibromiálgicos do Extremo Sul Catarinense (Girassóis); Silvia Ribeiro, presidente da Associação de Pessoas com Fibromialgia de Salvador (AFIBS); e Karen Freitas, vice-presidente da Associação Fluminense de Apoio aos Portadores de Fibromialgia de Niterói e Região (AFAPNIT). 

A programação completa pode ser consultada nas redes sociais da Associação. Todos os painéis serão transmitidos exclusivamente dentro da Fibro Social, on-line com uma rede social própria e plataforma gratuita de cursos criada pela Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil. O ambiente conecta pessoas com fibromialgia, lideranças fibromiálgicas e profissionais de saúde voluntários, reunindo conteúdos educacionais, cursos, eventos e iniciativas voltadas ao acolhimento, à formação e ao enfrentamento do isolamento.

Serviço

II Fórum Nacional de Fibromialgia
9 a 30 de maio
Gratuito e 100% on-line, pela plataforma Fibro Social.
Inscrições abertas: 


Sobre a Associação Fibromiálgicas do BrasilA Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil é uma organização sem fins lucrativos, com atuação nacional, dedicada à promoção da saúde, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com fibromialgia. A organização atua por meio de projetos sociais e comunitários, educação, advocacy, campanhas de conscientização e fortalecimento de redes de apoio. Sua missão é promover saúde, dignidade e qualidade de vida para pessoas com fibromialgia. Entre as iniciativas realizadas estão o Adote uma Fibromiálgica, que oferece psicoterapia gratuita; o Fala Fibromiálgica, com psicoterapia em grupo; campanhas nacionais de conscientização, como Fevereiro Roxo, Maio Roxo e Setembro Amarelo; além de eventos de impacto social e educacional. Para saber mais, acesse www.fibromiálgicas.com.br.

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