Vereadores participam de reunião em Belo Horizonte para conhecer sobre modelo de gestão de monitoras
A convite do Movimento das Monitoras e da Secretaria Municipal de Educação, vereadores da Câmara Municipal de João Monlevade participaram, nessa terça-feira, 5, de uma reunião em Belo Horizonte para conhecer o modelo de gestão adotado na capital na contratação de monitoras da rede de ensino.
Estiveram presentes os vereadores Alysson Enfermeiro (Avante), Belmar Diniz (PT), Leles Pontes (Republicanos), Maria do Sagrado (PT) e Thiago Titó (MDB), além de representantes do Movimento dos Monitores, da Secretaria Municipal de Educação, do Executivo e do Sintramon. A comitiva foi recebida pela secretária de Educação de Belo Horizonte, Natália Araújo, pela subsecretária de Articulação Institucional, Cláudia Lima, e equipe técnica da pasta.
Durante o encontro, a subsecretária explicou que, em Belo Horizonte, os monitores da rede municipal são contratados por meio de terceirização, e detalhou aspectos como remuneração e atribuições da função.
A reunião teve como objetivo contribuir para o debate em João Monlevade, onde as monitoras buscam o reconhecimento da categoria e a viabilidade de enquadramento conforme a Lei Federal nº 15.326/2026. A legislação reconhece monitores, auxiliares e agentes de creche e pré-escola como profissionais da carreira do magistério, desde que exerçam função docente.
Representantes das monitoras avaliaram o encontro de forma positiva, destacando que as informações apresentadas ajudam a esclarecer dúvidas e orientar os próximos passos. “O diálogo com a Secretaria de Educação de BH foi fundamental para alinhar entendimentos e avançar na construção de uma proposta para o município”, ressaltaram.
Após a reunião, os vereadores destacaram a importância de conhecer experiências de outras cidades como referência para o debate local. Eles pontuaram que a construção de uma solução para João Monlevade passa pela elaboração de legislação específica no âmbito municipal, que deverá ser encaminhada pelo Executivo e analisada pela Câmara.
Os parlamentares reforçaram ainda que o diálogo entre os poderes e as entidades envolvidas será essencial para garantir segurança jurídica e viabilidade na implementação do reconhecimento da categoria, e consequentemente avançar na efetivação do pagamento do piso, conforme previsto na legislação federal.


